Cores em tudo que eu vejo
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 Cores em tudo que eu vejo


 Cores em tudo que eu vejo  

cores

Entenda como o colorido pode influenciar seus sentimentos, sua vida cotidiana, seu trabalho ou suas escolhas na hora de comprar.

Você já se perguntou por que a cor branca, além de estar relacionada à paz, também traz um sentimento de calma? E por que estar numa sala vermelha pode nos deixar irritados ou ansiosos? Essas perguntas são feitas há tempos por pessoas em conversas informais, em reuniões de amigos ou colegas de trabalho. Mas há pesquisadores de várias áreas do conhecimento se debruçando sobre a influência das cores no humor, nos sentimentos, no comportamento e até mesmo nas escolhas. Chamada de forma genérica de “psicologia da cor”, essa área de estudos vem trazendo importantes observações sobre o tema.

A primeira vez em que se falou de cores no meio científico foi em 1666, quando o inglês Isaac Newton descobriu que a luz poderia ser combinada para formar outras tonalidades por meio de um prisma, que as separaria em outras cores visíveis. Por exemplo, a luz vermelha com a amarela resulta na laranja. Outras, como amarelo e roxo, cancelam uma à outra quando combinadas, resultando numa luz branca.

 

A partir daí, as observações sobre a presença cromática no cotidiano das pessoas ganharam outra dimensão. Na Idade Média europeia, apenas os nobres tinham conhecimento e contato com cores que não fossem o cinza, o marrom e o preto usados pelo restante da população e presentes em sua rotina. “A partir da propagação da ideia de cor de Newton, as cores da área vermelha do espectro passaram a ser conhecidas como quentes – inclui-se aí o amarelo, o laranja e o próprio vermelho, relacionadas a emoções como calor e conforto, e a sentimentos de hostilidade e fúria. Já as do lado oposto são as cores frias, e nesse grupo estão o azul, o roxo e o verde, que evocam calma, mas também tristeza ou indiferença, segundo o senso comum”, explica o historiador Caio Basto, professor do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, e estudioso da história das cores.

A VOZ DA CIÊNCIA

O que a ciência diz sobre isso? Existe uma grande controvérsia no meio acadêmico sobre as propriedades das cores. Mas algumas pesquisas dão pistas interessantes. Um estudo realizado pelos pesquisadores Andrew J. Elliot, da Universidade Rochester (EUA), e Markus A. Maier, da Universidade de Munique (Alemanha), mostrou que as pessoas reagem de forma rápida à cor vermelha, por ela sempre estar relacionada a situações de perigo ou urgência. Num outro teste, os pesquisadores observaram a reação de alunos ao receberem provas com diversas marcações em vermelho e identificaram o efeito devastador disso sobre o ânimo dos jovens – um indicativo de que a cor também se relaciona ao erro e ao fracasso.

Outras pesquisas também trouxeram dados bastante curiosos. Em um estudo norte-americano, foram ministradas pílulas de efeito placebo para adultos de 30 a 50 anos, em cores quentes e frias. Os pacientes relataram que as primeiras tiveram efeitos positivos, enquanto as outras pareceram não funcionar. Em algumas cidades da região de Boston, a troca das luzes amarelas das ruas por outras azuis foi relacionada com a redução da criminalidade naquela região, graças aos poderes calmantes da cor sobre os indivíduos.

NA HORA DAS COMPRAS

Tudo isso pode parecer fantasioso, mas também no design e na publicidade esse impacto cromático é bastante utilizado. Um estudo brasileiro observou que 82% dos entrevistados consideram o visual um pré-requisito importante ou muito importante para a compra de um produto. Outros 81% responderam que as cores das embalagens sempre ou eventualmente chamam a sua atenção, enquanto 19% disseram que a cor é fundamental na compra de um produto.

“O reconhecimento instantâneo de um produto pela cor da embalagem e da marca é muito útil em gôndolas de supermercados, onde consumidores passam com pressa e muitas vezes identificam o produto apenas por esse atributo”, explica Paula Csillag, especialista em cores e professora do Curso de Design na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Além disso, uma das funções mais importantes da cor em produtos e marcas refere-se ao fato de que ela é o elemento visual que mais atrai atenção e o primeiro elemento visual que o consumidor nota em uma embalagem. “Algumas marcas internacionais são fortemente associadas a cores, por exemplo, o vermelho da Coca-Cola e o amarelo-ouro da Kodak”, comenta Paula.

SAÚDE E DECORAÇÃO

A cromoterapia estuda o uso das cores para tratamentos de saúde ou para harmonizar ambientes. Apesar de não ser reconhecida pela ciência, vários estudos mostram que o bem-estar trazido pela prática é efetivo. O tratamento se dá pela combinação do uso de cores com os chakras, os pontos de energia do corpo de acordo com a filosofia hindu.

Cada cor atua junto a um deles, causando diferentes sensações. Por exemplo, o vermelho é usado para estimular a mente e o corpo, bem como para aumentar a circulação. O amarelo estimula os nervos e purifica o corpo, enquanto o azul é usado para tratar a dor e para acalmar.

De acordo com os especialistas, as mesmas cores aplicadas a uma pessoa podem ser utilizadas em ambientes, com efeitos parecidos. “No caso de janelas, por exemplo, você pode usar uma película plástica nos vidros na cor de sua preferência. Isso ajuda a harmonizar a luz que entra em casa”, ensina o cromoterapeuta Dirceu Galhardi.

VOCÊ SABIA?

• Mark Zuckerberg é daltônico e escolheu o azul para ser a cor-símbolo do Facebook por ser a única que enxerga com perfeição.

• Durante mais de 30 anos, o cantor Roberto Carlos usou exclusivamente as cores azul e branco. Recentemente, ele anunciou sofrer de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e admitiu que a mania se tratava, na verdade, de um sintoma da doença.

• Enquanto nos países ocidentais o branco está relacionado à paz, em alguns países do Oriente, como no Afeganistão, a cor é usada em dias de luto.

• Alguns artistas brasileiros costumam usar branco em suas apresentações por motivos religiosos. A cantora Simone, seguidora da Fraternidade Branca, é uma delas. Outro é o cantor e compositor Arlindo Cruz, que é do candomblé. ​​

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